terça-feira, 13 de dezembro de 2011

So fast...

A vida corre à velocidade de um relógio parado, quando esperamos por alguém que sabemos não vai voltar.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Galo e a Galinha

Seis da manhã dum Domingo de vento,
Acordo c’o sacana do galo a cantar
Filho da mãe, já não aguento,
Dou-lhe um biqueiro, ainda o vou matar.

Venho à janela e vejo a galinha,
Motivo de toda aquela confusão,
Afinal o pobre bicho o que tinha
Era um ataque agudo de tesão.

Ele por cima armado em Doutor,
Ela por baixo sem lhe passar bola,
Distrai-se, abre demais o buraco do amor
Acerta-lhe em cheio com um ovo na tola.

Oh minha galdéria já estás a parir,
Comigo, sexo que começa tem de acabar
Pois se pensas que do Je te ficas a rir,
Quem se ajoelhou agora tem que rezar.

E vejo a bicha atirar o bico ao bico,
Uma cena que até me fez arrepiar,
Com isto tudo já eram umas sete e pico,
E o raio do galo, continuava a cantar.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Um lugar deliciosamente mágico

Era uma vez um lugar deliciosamente mágico onde todas as manhãs chegavam pouco mais de vinte anjos.
Por vezes, um ou outro diabrete era também aceite de braços abertos, porque todos sabiam que rapidamente se transformaria ele também num anjo.
Tudo isto graças ao carinho e dedicação de meia dúzia de santas e dum santo.
Um lugar de risos contagiantes, choros delicatos, gritos encantados. Um lugar onde o Sol brilhava mais e o céu era sempre azul. Um lugar onde se adivinhava o canto dos pássaros e o perfume das flores. Um lugar onde a felicidade reinava a cada dia.
Parece história mas não é, porque esse lugar existe. E eu conheço-o.
Esse lugar é onde os meus filhos foram e são anjos. Onde deram os primeiros passos, disseram as primeiras palavras. Onde criaram as primeiras amizades. Onde pela primeira vez fora de casa, sentiram o aconchego dum lar.
Sim, porque nesse lugar as crianças sentem-se em casa.
E por poder oferecer aos meus filhos a entrada nesse paraíso, quero agradecer a existência desse lugar deliciosamente mágico.
Obrigado "MARUJOS".
Dedicado à Creche "Os Marujos", em Mafra.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Palavra ou sentimento

Estranho sentimento que arde no meu peito, que me aperta o coração.Estrangula-me, amordaça-me, não me deixa respirar.Turva-me a visão, transporta-me para um mundo sem tempo. Empastelado, lento.Rouba-me a razão, perco o discernimento, abandonam-me os sentidos.Chamam-lhe SAUDADE. Palavra ou sentimento, odeio-a.