segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

E vão 18 ...

Tu foste demasiado cedo, nem uma pomba branca
E eu estou aqui com nó de marinheiro na garganta
Eu disse a Deus para te guardar, mas foi tudo tão veloz,
Uns dizem que morreste, eu digo que tu vives em nós.
E por mais que se fale, os sacrifícios são teus,
E quanto ao resto ninguém sabe, infindáveis são os desígnios de Deus.
Eu espero que o céu receba as minhas palavras de revolta,
Não há lágrimas que eu verta, que te possam trazer de volta.
Tantas lições que eu retiro ao recordar
E ver a vida se escapar de ti num último suspiro,
Foi cruel e foi tão cedo,
e ainda encontras forças para nos confortar a todos
e dizer "não tenham medo",
Para termos fé naquele que te fortalece,
E todos juntos em círculo fizemos uma prece,
Pedindo aos anjos para virem fazer morada ao teu redor,
Para te pouparem, te levarem daqui para um lugar melhor.
Uns recordam o teu sorriso, outros o teu feitio,
Ao lembrar de ti apenas choro o que eu contive,
Em conversas contigo eu peço-te que olhes por mim,
E por todos os que rezam e também pensam em ti.
Sei que não querias tristeza, cada lágrima é uma dívida.
Quando eu te vir cobra-me com um choro de alegria.
Uma coisa eu te prometo, sempre que se faça dia,
Não lamento a tua morte, mas celebro a tua vida.
Agora sei que me estás a ouvir,
Entre as estrelas vens me ensinar a sorrir,
Porque agora sei, estás onde és feliz,
Vemo-nos por aí, alguém me diz.



domingo, 28 de fevereiro de 2016

Voltei. Assim espero ...

Quase dois anos passaram da última aparição por estes lados.
Porquê esta ausência? Não sei.
Se a percebo? Não.

Talvez porque foram dois anos de voltas e mais voltas, reviravoltas. Dois anos de coragens, dois anos de medos, dois anos de ... enfim, dois anos. De uma vida a uma velocidade que por vezes nos faz perder aquilo que mais gostamos, nós próprios. Foram dois anos de fins, mas também de princípios. Muitos princípios. Um novo futuro. Uma nova esperança. Um novo orgulho. Um novo ... eu.

E agora 44. Duas cadeiras, como alguém disse, mas nas quais prometo não me sentar. Não quero ver a vida a passar como se de um filme se tratasse, mas sim uma vida em pé, vivida, sentida, aproveitada, como personagem principal, escritor e realizador. Uma vida onde a voz de comando é de quem a vive.

Uma vida transformada num grande sorriso. O meu sorriso. E que o Universo me ajude a que assim seja ... O meu Universo.