terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Galo e a Galinha

Seis da manhã dum Domingo de vento,
Acordo c’o sacana do galo a cantar
Filho da mãe, já não aguento,
Dou-lhe um biqueiro, ainda o vou matar.

Venho à janela e vejo a galinha,
Motivo de toda aquela confusão,
Afinal o pobre bicho o que tinha
Era um ataque agudo de tesão.

Ele por cima armado em Doutor,
Ela por baixo sem lhe passar bola,
Distrai-se, abre demais o buraco do amor
Acerta-lhe em cheio com um ovo na tola.

Oh minha galdéria já estás a parir,
Comigo, sexo que começa tem de acabar
Pois se pensas que do Je te ficas a rir,
Quem se ajoelhou agora tem que rezar.

E vejo a bicha atirar o bico ao bico,
Uma cena que até me fez arrepiar,
Com isto tudo já eram umas sete e pico,
E o raio do galo, continuava a cantar.