segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

E vão 18 ...

Tu foste demasiado cedo, nem uma pomba branca
E eu estou aqui com nó de marinheiro na garganta
Eu disse a Deus para te guardar, mas foi tudo tão veloz,
Uns dizem que morreste, eu digo que tu vives em nós.
E por mais que se fale, os sacrifícios são teus,
E quanto ao resto ninguém sabe, infindáveis são os desígnios de Deus.
Eu espero que o céu receba as minhas palavras de revolta,
Não há lágrimas que eu verta, que te possam trazer de volta.
Tantas lições que eu retiro ao recordar
E ver a vida se escapar de ti num último suspiro,
Foi cruel e foi tão cedo,
e ainda encontras forças para nos confortar a todos
e dizer "não tenham medo",
Para termos fé naquele que te fortalece,
E todos juntos em círculo fizemos uma prece,
Pedindo aos anjos para virem fazer morada ao teu redor,
Para te pouparem, te levarem daqui para um lugar melhor.
Uns recordam o teu sorriso, outros o teu feitio,
Ao lembrar de ti apenas choro o que eu contive,
Em conversas contigo eu peço-te que olhes por mim,
E por todos os que rezam e também pensam em ti.
Sei que não querias tristeza, cada lágrima é uma dívida.
Quando eu te vir cobra-me com um choro de alegria.
Uma coisa eu te prometo, sempre que se faça dia,
Não lamento a tua morte, mas celebro a tua vida.
Agora sei que me estás a ouvir,
Entre as estrelas vens me ensinar a sorrir,
Porque agora sei, estás onde és feliz,
Vemo-nos por aí, alguém me diz.