Pepa cheira mal. Na sua meninice ganhou uma fobia ao banho, que partilhava com o seu gato Tobias, homossexual assumido, mas único amigo (porque ninguém suportava o seu mau génio), com quem tinha discussões filosóficas, e sempre levava a melhor.
No dia do seu vigésimo segundo aniversário, Tobias morreu, e Pepa prometeu, em sua memória, não mais entrar numa banheira, poliban ou chuveiro. A higiene diária ficaria limitada a umas pingas e umas lambidelas.
Três anos mais tarde Pepa conheceu Toni, e ninguém conseguiu demovê-la (como sempre) da teoria que este era Tobias regressado do lado de lá da morte. Também Toni era homossexual, também Toni a ouvia. E conseguiu convencê-lo, com a persistência habitual, que segundo todas as regras e leis, deviam casar. Assim foi.
Mais tarde descobriu que estava errada. Toni não era Tobias. Ao contrário do gato, que bufafa assanhado (assustado, mas esta atitude Pepa interpretava como um sinal de prazer), Toni não tinha qualquer tipo de reação quando Pepa dançava semi-nua, dizendo: “Sou bela, não sou?”
E então tomou uma decisão com duplo objectivo; atazanaria a vida de todos os que a rodeiam, com o primeiro objectivo de se vingar de Toni e da humanidade, e com o segundo objectivo de encontrar o seu Tobias ressuscitado. Aquele que a ouvia, e sobre quem ela sempre levava a melhor.
Estudiosos na área das Relações Humanas de Lisboa e Madrid, assessorados por entendidos vindos de Itália e acompanhados por um especialista de Coimbra, com vasta experiência ganha na Venezuela, dedicaram-se a tentar entender Pepa. Em vão.
Com o seu odor insuportável, o seu mau feitio anestesiante e a sua falta de inteligência crescente, feia e mal arranjada, Pepa continua a busca do seu Santo Graal, tentando passar por cima de tudo e de todos.
No dia do seu vigésimo segundo aniversário, Tobias morreu, e Pepa prometeu, em sua memória, não mais entrar numa banheira, poliban ou chuveiro. A higiene diária ficaria limitada a umas pingas e umas lambidelas.
Três anos mais tarde Pepa conheceu Toni, e ninguém conseguiu demovê-la (como sempre) da teoria que este era Tobias regressado do lado de lá da morte. Também Toni era homossexual, também Toni a ouvia. E conseguiu convencê-lo, com a persistência habitual, que segundo todas as regras e leis, deviam casar. Assim foi.
Mais tarde descobriu que estava errada. Toni não era Tobias. Ao contrário do gato, que bufafa assanhado (assustado, mas esta atitude Pepa interpretava como um sinal de prazer), Toni não tinha qualquer tipo de reação quando Pepa dançava semi-nua, dizendo: “Sou bela, não sou?”
E então tomou uma decisão com duplo objectivo; atazanaria a vida de todos os que a rodeiam, com o primeiro objectivo de se vingar de Toni e da humanidade, e com o segundo objectivo de encontrar o seu Tobias ressuscitado. Aquele que a ouvia, e sobre quem ela sempre levava a melhor.
Estudiosos na área das Relações Humanas de Lisboa e Madrid, assessorados por entendidos vindos de Itália e acompanhados por um especialista de Coimbra, com vasta experiência ganha na Venezuela, dedicaram-se a tentar entender Pepa. Em vão.
Com o seu odor insuportável, o seu mau feitio anestesiante e a sua falta de inteligência crescente, feia e mal arranjada, Pepa continua a busca do seu Santo Graal, tentando passar por cima de tudo e de todos.
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