Vejo sempre aquele mar sem fim.
Aquele mar que ao longe, numa linha à qual chamam horizonte,
continua até se perder.
Onde eu próprio me perdi, numa manhã fria de sol quente.
Numa corrente de incertezas que nos leva a desistir de tudo.
Num total não entender do que nos rodeia.
Do valor que tem, do valor que nos dá,
do valor que nos oferece ao existir.
Um baixar de braços numa luta,
que nunca terá um fim.
Como aquele mar que sempre vejo.
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