Sou um cabrício, verdade que sou. Mas não sou um cabrício qualquer. Posso mesmo dizer que sou o maior cabrício de todos os cabrícios. Saio para a rua todas as manhãs em busca de uma pipoca desprevenida e não demora mais de 5 minutos a descobrir aquela que me cairá no colo. E não deixo que seja uma qualquer. Para mim, o “Rei dos Cabrícios”, só uma pombinha atangerinada serve. Olho-as com o meu ar cabriciado, deixo escapar discretamente o meu melhor sorriso, e … elas ficam logo embainhadas por mim. São todas iguais.
Todas, excepto uma. A única que simulou cair no meu cabriciamento, engalfinhando-me de um modo maravilhosamente espectacular. Segredou-me ao pavilhão acústico, num tom “cantar de sereia”, a mais deliciosa palavra que ouvi até hoje.
- Pretendo-te.
Naveguei nas ondas daquele som, para me espraiar no leito daquela que, mais tarde descobriria, era (quase) tão cabrícia como eu.
Todas, excepto uma. A única que simulou cair no meu cabriciamento, engalfinhando-me de um modo maravilhosamente espectacular. Segredou-me ao pavilhão acústico, num tom “cantar de sereia”, a mais deliciosa palavra que ouvi até hoje.
- Pretendo-te.
Naveguei nas ondas daquele som, para me espraiar no leito daquela que, mais tarde descobriria, era (quase) tão cabrícia como eu.
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