Gostava de escrever qualquer coisa hoje. Não ficar calado.
Estou perdido num mundo de palavras com significados trocados.
Quero chamar injustiça à morte, pela injustiça que a morte representa.
Quero chamar morte à saudade, pela morte que a saudade provoca.
Quero chamar saudade às memórias, pela saudade que as memórias me trazem.
Quero chamar memórias ao amor, pelas memórias de um amor antigo.
Quero chamar amor ao pai, pelo amor que um pai me deu.
Eu só gostava de escrever qualquer coisa, e só me ocorre...
que morte de injustiça do amor, continuo a memorizá-lo para sempre.
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